Ceará Cresce Brincando

Aqui se cresce brincando!

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As mídias, a publicidade e o brincar

brincando com papelão“As crianças hoje brincam cada vez menos, pois ficaram dependentes dos brinquedos e produtos tecnológicos que o mercado oferece e que os pais têm comprado, motivados mais pelo marketing do que pela consciência. A vida corrida, falta de tempo de lazer e a invasão de smartphones, videogames e computadores estão transformando drasticamente os vínculos familiares e o tempo de lazer”.

É com esse trecho de um excelente texto encontrado no site Prioridade Absoluta – Criança em primeiro lugar que começamos o ano falando sobre como as crianças estão “desaprendendo a brincar” diante do arsenal de artigos tecnológicos – celulares, tablets, videogames, computadores – que invadem o mercado e a publicidade, principalmente, televisiva. O link feito entre o consumo exagerado e o brincar espontâneo e o imaginar livre é excelente para refletirmos como podemos trabalhar na contramão desse movimento.

Leiam, levem este artigo para as escolas, discutam em reuniões de pais, professores, façam rodas de conversa com as crianças, alertem sobre os efeitos da publicidade infantil e, sempre estimulem o brincar da sua forma mais simples. Crianças, de praxe, são criativas, curiosas, gostam de experimentar. Da caixa de papelão fazem um foguete, ou avião, gostam de bola, de corda, de invenção, de histórias, de brincadeiras de correr, de se movimentar, que exijam seu esforço. Por isso, a prioridade de quem está ao lado delas é sempre estimular tudo isso e deixar os celulares e eletrônicos em segundo plano. Ou melhor, deixar pra quando eles crescerem e, involuntariamente, necessitarem desses objetos na sua rotina.

Vejam o artigo  completo “Criança na mira da publicidade”, aqui.

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A publicidade infantil deve ser proibida?

Vocês já viram a matéria que saiu essa semana, no dia 3 de julho, no Jornal O Povo falando sobre a proibição das propagandas destinadas ao público infantil (Clica aqui para ver)? Essa questão já vem sendo discutida há bastante tempo, e agora ganha espaço na Câmara dos Deputados.

A propaganda de brinquedos, lanches industrializados, roupas, produtos de beleza e mais uma serie de serviços, muitas vezes não destinados às crianças, coloca-as como potenciais consumidoras e detentoras do poder de decisão de toda a família, embora esse seja um público que ainda não possui poder aquisitivo, e, teoricamente, não teria poder de compra.

Outro fator que torna as crianças um alvo fácil da publicidade é o fato de representarem um terreno fértil para a proliferação de fiéis clientes. Ao receberem estímulos desde muito novas, tenderão a crescer consumindo determinada marca e, dificilmente, a trocarão quando atingirem a maturidade.

Vale a reflexão se essa postura adotada pela maioria das empresas é correta e se as crianças devem sofrer essa influencia desde muito cedo. E você, o que acha? É a favor ou contra?

Troféu de Empresa Manipuladora vai para Mattel

No dia 30 de novembro pais, mães, profissionais e representantes do Instituto Alana, organização sem fins lucrativos que fomenta a promoção da assistência social, da educação, da cultura e está a frente do Projeto Criança e Consumo, foram para frente da empresa Mattel  realizar um protesto contra a manipulação de crianças através de anúncios publicitários.

Duas semanas antes do Dia das Crianças a Mattel foi responsável pela veiculação de 8.900 anúncios de produtos infantis em cerca de 15 canais de televisão. Diante do impressionante número, o movimento de protesto resolveu dedicar à empresa o troféu de “Prêmio Manipuladora”. Segundo representantes do Instituto Alana, “é preciso dar aos nossos pequenos o direito de assistir a um desenho que eles gostem sem ter que pagar a conta mais cara de todas, que é ver uma geração inteira crescer acreditando que é preciso ter para ser”.

O Projeto Criança e Consumo já existe desde 2005 e possui um blog próprio só para discutir assuntos relacionados a relação da infância com o consumismo (www.consumismoeinfancia.com) . Segundo o site da instituição, o projeto “desenvolve atividades que despertam a consciência crítica da sociedade brasileira a respeito das práticas de consumo de produtos e serviços por crianças e adolescentes”. Além disso, o projeto busca debater e apontar meios que minimizam os impactos negativos causados pelos investimentos maciços na mercantilização da infância e da juventude, como o consumismo, a erotização precoce, a incidência alarmante de obesidade infantil, a violência na juventude, o materialismo excessivo, dentre outros.

Para saber mais sobre o protesto contra a empresa Mattel e as atividades do Instituto Alana e do Projeto Criança e Consumo, acesse http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Projeto.aspx.

CON[sumo]SCIENTE: Propagandas de produtos infantis podem sofrer restrições

As crianças brasileiras são as que mais assistem TV em todo o mundo. São em média quatro horas diárias na frente do advento tecnológico e, na maioria das vezes desacompanhadas dos pais ou de uma pessoa adulta capaz de orientá-la quanto a qualidade da programação e os apelos de consumo ligados à publicidade.

Ai é onde está o “x” da questão.  Atualmente, as crianças representam um amplo mercado consumidor, seja pela influência que exerce dentro de casa e das decisões de compra da família, ou pelo poder de compra adquirido com suas mesadas. As empresas, cientes disso, criam mensagens e apelos publicitários voltados diretamente para eles, que ainda não estão amadurecidos o suficiente para entender as consequências das influências desse consumismo precoce.

Baseado nisso, está em tramitação na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei (PL 702/2011) que restringe a veiculação de propagandas de produtos infantis na TV aberta e fechada, entre 7h e 22h, ou seja, o dia todo. A autoria ficou a cargo do deputado Marcelo Matos (PDT/RJ) que afirmou que estamos podendo observar “a proliferação de denúncias apresentadas por pais e órgãos de defesa do consumidor contra propagandas que exploram a credulidade infantil mediante o emprego de imperativos – ainda que velados – de indução ao consumo desmedido”.

Agora é esperar e torcer pela aprovação da lei!

CON[sumo]SCIENTE – Palhaço do bem?

Hoje estamos lançando uma nova categoria no Blog, a “CON[sumo]SCIENTE”. Aqui vamos falar sobre a relação da infância com a mídia, os apelos de consumo voltados para a criança e o adolescente; e o que se pode fazer para promovermos um consumo consciente entre esse grande alvo da publicidade moderna. E o tema que inaugura a CON[sumo]SCIENTE é bem polêmico. Confira aqui!

Nos Estados Unidos, centenas de médicos se uniram em uma campanha que exige que o McDonald’s abandone seu conhecido mascote, o Ronald McDonald. Em carta publicada nos principais jornais do país, os manifestantes ainda querem que a rede de fast food pare de promover produtos entre crianças.

A divulgação do manifesto veio coincidir com a reunião anual de diretores da companhia, que acontece em Chicago hoje, 19. Os médicos reivindicam que o “McLanche Feliz” não seja mais acompanhado de brindes direcionados às crianças. A campanha vem sendo conduzida pela Corporação de Responsabilidade Internacional (Corporate Accountability International).

Em comunicado, a companhia defendeu tanto o palhaço mascote quanto sua política de publicidade. “Como o rosto da Ronald McDonald House Charities (braço encarregado das atividades de caridade do grupo), Ronald é um embaixador a serviço do bem, que dá mensagens importantes às crianças sobre segurança, alfabetização e um estilo de vida ativo e equilibrado”, afirma.

 

Aqui também discutimos

No Brasil, a publicidade dirigida às crianças também causa bastante polêmica. Tanto que na última terça-feira, 17, ocorreu um seminário em que a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática  (CCTCI) da Câmara dos Deputados debateu o Projeto de Lei nº 5.921/2001, que propõe alguma regulamentação nesse sentido.

Já se sabe que em vários países como Canadá, Dinamarca e a Europa como um todo existem regras e limitações para propagandas dirigidas ao público infantil. Isso porque, estudiosos e pesquisas já apontaram a vulnerabilidade e a inocência deste público frente aos apelos de consumo.

Além do Instituto Alana, representantes do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC/MJ), do Conselho Federal de Psicologia, do Idec, da ANDI, do Conar, da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) e da Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão (Abert) também participaram do evento.

Com informações da agência AFP

Fonte: Redação Adnews