Ceará Cresce Brincando

Aqui se cresce brincando!

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Eu Sou Cidadão e Ceará Cresce Brincando se juntam em capacitação sobre o teatro e o combate às drogas

logosescccbA APDMCE gostou tanto da parceria de ações entre os Projetos Eu Sou Cidadão e Ceará Cresce Brincando que repete a dose na próxima capacitação agendada para os dias 03 e 04 de abril, na Porciúncula (Rua Paulo Setúbal, 350, Messejana – Fortaleza). O foco desta etapa será a produção e desenvolvimento de esquetes teatrais, e o tema, aquele que já está sendo trabalhado atualmente por ambos os projetos: a Campanha Educativa de conscientização sobre o uso indevido de drogas e suas consequências maléficas na vida dos usuários.

A programação do encontro complementará essa Campanha, que está sendo desenvolvida a partir do livro “A Comédia Nada Divina de Dante da Silva no Mundo das Drogas”. Para isso três produtos integrantes da Campanha Educativa serão lançados:

– ESQUETE TEATRAL: “DROGA, MAS QUE INFERNO!!!” – OFICINA DE MONTAGEM

– SPOT DE COMUNICAÇÃO: “OLHA A DROGA!!!” – ORIENTAÇÃO SOBRE O USO DO SPOT

– PANFLETO: “DROGAS, TÔ FORA PARCEIRO” – ORIENTAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO

Para cada município serão disponibilizadas duas vagas, sendo uma do Coordenador Municipal do Projeto Eu sou Cidadão e a outra para o Coordenador/Educador Social do Programa “Ceará cresce Brincando”. A Instituição também oferecerá o material didático, almoço para os dois dias de capacitação e os produtos da Campanha: o Esquete Teatral, o Spot de Comunicação e os Panfletos, ficando na competência da administração municipal: o transporte, hospedagem e as demais alimentações.

Confirmação de participação com os nomes dos dois representantes do município, por meio dos contatos: Eva Cristiana (85) – 9912 0222, Amélia Prudente – (85)9603 8179, Fixo – (85)4006 4058.

 

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O mês das crianças foi pra lá de movimentado nos municípios do CCB

Todos os meses nossos educadores sociais preparam sequências didáticas especialmente para serem trabalhadas com as crianças e suas famílias. As sequências são recheadas de brincadeiras, jogos e contação de história; e a cada mês os temas vão mudando.

Imaginem agora como foram os preparativos para o mês de outubro, o mês das crianças. Deixando de lado o apelo consumista da data que o comércio insiste em reforçar, pedimos aos educadores que pensassem em atividades bem lúdicas, dinâmicas, que permitissem as crianças brincarem e se divertirem de forma livre e espontânea.

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Muitos municípios organizaram uma programação especial para ser executada com crianças da sede e dos distritos mais distantes. Ficamos satisfeitos ao ver as fotos que começaram a aparecer nos facebooks do programa. Teve atividade em creche, nos CRAS, em brinquedotecas, escolas, CEI’s, quadras, praças, todos os espaços dos municípios foram tomados pela bagunça boa que involuntariamente acontece quando se junta dezenas e até centenas de crianças.

Parabéns a todos os que se dedicaram, em especial aos municípios de Acarape, Acopiara, Alto Santo, Barbalha, Beberibe, Capistrano, Cariré, Cascavel, Crateús, Cruz, Guaraciaba do Norte, Horizonte, Hidrolândia, Icó, Ipu, Itaiçaba, Itapiúna, Madalena, Orós, Pedra Branca, Sobral, Tejuçuoca, Várzea Alegre, Viçosa do Ceará.

5ª turma do CCB é certificada

Como estávamos esperando o fotógrafo nos enviar fotos da solenidade de certificação dos educadores sociais do CCB, acabamos demorando um pouco para atualizar o blog. Mas cá estamos para contar um pouco não só da certificação, mas também do Seminário que realizamos na manhã do dia 1º de julho, na Universidade do Parlamento Cearense (UNIPACE), com os secretários de assistência social, educação, primeiras-damas e educadores sociais. Foi um momento bastante rico para o Programa e que não poderíamos deixar de realizar antes de finalizarmos as atividades do primeiro semestre de 2013.

No seminário, foi apresentado o resultado de todas as ações realizadas até junho de 2013. Ao todo foram 10 encontros, incluindo as três Caravanas do Brincar e da Leitura, em apenas quatro meses. Foi o maior fluxo de atividades já realizadas pelo programa até hoje. Em seguida, abriu-se um debate em que primeiras-damas e educadoras sociais deram depoimentos sobre vários pontos de vista a respeito do CCB. Falou-se sobre o sentimento de realização de inaugurar uma brinquedoteca, o desafio e os ganhos de participar da Caravana do Brincar e da Leitura, a experiência de vivenciar a Formação dos Educadores Sociais Brinquedistas e a importância do município apoiar o programa e incentivar seus educadores.

Foto: Filipe Acácio

Foto: Filipe Acácio

Rui Aguiar (UNICEF) e Jô Farias (APDMCE) entregam o certificados às educadoras de Itaiçaba e Dep. Irapuan Pinheiro

Rui Aguiar (UNICEF) e Jô Farias (APDMCE) entregam o certificados às educadoras de Itaiçaba e Dep. Irapuan Pinheiro

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Educadores sociais com seus certificados. Foto: Filipe Acácio

A programação continuou com a certificação que, como sempre, é realizada no Plenário 13 de maio, da Assembleia Legislativa, em Fortaleza. Cerca de 200 educadores sociais foram certificados pelas 120h/a de formação. Motivo que muito nos orgulha, pois eles representam a maior turma já certificada pelo CCB.

Agora, todos estão em campo, realizando as sequências didáticas planejadas conforme o calendário e o mapeamento do brincar. Em breve, retornaremos com as novidades planejadas para o segundo semestre de 2013. Muita coisa boa vem por ai!

O real, o virtual, as crianças e no meio disso tudo, uma mediação saudável e responsável

Computador-CriançaHá muito tempo acompanhamos os escritos de Flávio Paiva, jornalista e escritor cearense que se dedica a falar sobre muita coisa. Coisas importantes como cultura, educação, cidadania, mobilização social, e principalmente, infância. A criança, suas relações, as produções voltadas para elas, seus direitos e tantos outros assuntos que giram em torno desse universo, sempre estão presentes em seus artigos e textos tão coerentes e importantes para quem lida no dia-a-dia com crianças e adolescentes.

Dentre tantas produções, hoje pedimos licença a Flávio Paiva, para publicarmos aqui o artigo “O lugar da infância nas redes sociais”, escrito para sua coluna semanal do jornal Diário do Nordeste. O texto fala sobre a relação que a criança tem estabelecido entre o mundo virtual e o real, e qual o papel dos adultos mediadores – mais exclusivamente para o Ceará Cresce Brincando, leia-se educadores sociais – para que essa relação possa ser a mais saudável possível.

Boa leitura a todos!

 

O lugar da infância nas redes sociais

Artigo publicado no Jornal Diário do Nordeste, Caderno 3, pág2

Quinta-feira, 23de Maio de 2013-Fortaleza, Ceará, Brasil

http://www.flaviopaiva.com.br

flaviopaiva@fortalnet.com.br

 

Os problemas de segurança reduziram significativamente o uso das ruas e das praças pelas crianças. Confinadas em casas, apartamentos e mesmo em condomínios, meninas e meninos já não usufruem mais da proteção dos vizinhos e da educação em comunidade. Nesse contexto de tolhimento de liberdade surgiram as janelas, em formas de telas, do universo virtual. E, como Alice diante do espelho, as crianças perceberam que por meio delas chegariam às infovias de um mundo de logradouros digitais no qual poderiam voltar a ter a posse de lugares de circulação, de brincadeiras e de sociabilidade.

A descoberta das redes sociais e dos jogos on-line calhou bem na necessidade de vivência e de convivência da cultura da infância na sua dimensão própria de experiência humana, marcada por um permanente estado de alumbramento e por uma revelação de mundo em escalas bem diferentes da visão do adulto. A atração pelos espaços da virtualidade é tamanha que muitas crianças, além de não quererem saber dos riscos do novo ambiente, passaram a desistir da realidade concreta. A sintonia fina entre o mundo social real e o mundo social virtual passou, então, a ser um dos grandes desafios da atualidade.

Coloquei o que penso sobre essa problemática em uma conversa, ocorrida ontem (22) com pais e educadoras da Casa de Criança, dentro do programa “Trocando Ideias”, realizada por essa que foi a primeira escola dos meus filhos. Sob o guarda-chuva do tema “Nossos Filhos e as Redes Sociais – Um olhar real para o mundo virtual”, que me foi passado pela organização, falei do real e do virtual, como instâncias diferentes, mas passíveis do desenvolvimento de um mesmo processo educativo da imaginação, da sensibilidade e da inteligência.

As diferenças nas respostas das crianças, geradas pela fruição dos espaços do real e do virtual, podem ser observadas no comportamento comum de meninas e meninos. Enquanto em situações de ordem física a criança quer a repetição da história e da brincadeira, no plano virtual, depois de superadas as fases da narrativa e do jogo, elas geralmente não desejam refazer a experiência, talvez por restarem poucos elementos de recriação dentro do que foi desenhado pelos programadores.

O ponto mais comum na dinâmica de circulação das esferas reais e virtuais é que ambas são espaços sociais, com estruturas conectivas e vasos comunicantes. Mudam os conceitos de vizinho, amigo, acesso, distância e os hábitos de distanciamento e proximidade. Nas redes sociais virtuais é relativamente mais fácil ser notado e receber elogios fartos do que nas redes sociais físicas, que requerem deslocamentos e encontros com outras pessoas, embora pareça evidente que curtir com clique não expresse a mesma sinceridade do abraçar.

Quais os códigos para a nova interação social constituída pelo binômio real e virtual é o que precisamos saber, a fim de dominar o que há de comum desse conjunto de comunidades interconectadas. Essa aprendizagem passa pelo entendimento do enredo dos logradouros digitais, seus outdoors, suas propagandas, seus modelos de negócios e suas possibilidades de fortalecimento das culturas. As redes sociais hoje ainda se resumem a serviços de trocas de conteúdos e de relacionamentos, inclusive os jogos on-line, prestados por empresas inovadoras e competitivas da nova economia.

A internet é uma rede pública, com calçadas e avenidas, mas dominada por estabelecimentos privados em busca de lucro. A oferta de possibilidades prontas interfere na criação de sentido próprio por parte do usuário. O que se vê são pessoas caindo nas armadilhas das rotinas dos acessos virtuais e com dificuldade de conter os impulsos criados pela dependência excessiva das telas. O resultado do fastio a tudo o que não signifique estar conectado é o desinteresse pela realidade concreta, a irritação diante da ansiedade da conectividade, postura comprometida, obesidade, sonolência e baixo rendimento na escola.

Não vejo outra saída, que não a de darmos um salto à abstração do conceito de virtual em nossas vidas. Esse salto precisa considerar que virtual não é apenas um lugar para onde se vai e de onde se volta para o mundo real. O tempo e o espaço no universo da vida digitalizável está potencialmente mais próximo do jeito como as crianças cultivam o mundo do que o nossa. Esse é um fato a ser interpretado, analisado e aproveitado como oportunidade de aproximação de pais e filhos, intensificando vínculos da aprendizagem compartilhada do viver.

Nós, pais, precisamos entrar nesse exercício de descobertas e trocas consentidas com os nossos filhos. O comércio de dados de usuários e a indústria de armas chegaram primeiro, mas não é por isso que devemos esmorecer. A omissão da sociedade com relação ao mundo virtual permite que gangues ocupem os lugares de grupos sociais. Os perfis falsos, o aliciamento de menores, o cyberbullying e os boatos virais carecem da pedagogia da presença para deixarem de imperar na rede mundial de computadores, influenciando negativamente o comportamento dos nossos filhos.

O convívio social nesses tempos hipermodernos necessita mais do que nunca do legítimo e natural papel de educador das famílias, em quaisquer das suas configurações. A construção da confiança e a percepção dos valores culturais são responsabilidades intransferíveis. Os mundos on-line e offline não se refletem um no outro, cada qual tem a sua linguagem e o seu contexto. No diálogo de interfaces os pais podem funcionar muito bem como chamadores de atenção no jogo de conceitos e preconceitos muitas vezes dominados pelos chamados participantes tóxicos, aqueles que invadem os espaços de paz e de segurança nas redes sociais e nos jogos on-line.

Em um bate-papo que fiz com estudantes da EMEIF Antonio Correia Lima, da Vila Velha, na Barra do Ceará, realizada na semana passada (15/05/2013), na Biblioteca Cuca, uma garota perguntou qual a razão da escolha da descoberta da amizade entre diferentes para ser o tema do meu livro “A casa do meu melhor amigo” (Cortez Editora, 2010), e respondi que a única escolha que fiz foi a da metáfora do menino cupim, como a representação de alguém que mora em uma comunidade diferente, pois a necessidade de compreensão do viver tem na atualidade a dimensão das realidades concreta e virtual.

Em situações normais, o lugar da infância nas redes sociais e nos jogos on-line não deveria sofrer com restrições conceituais. As crianças precisam de vias e infovias para o bem de suas emoções, para crescerem sadias. Entretanto, os cuidados com a segurança devem ser constantes nos dois casos. A depender do nível de maturidade alcançado por cada criança, os pais podem e devem liberar os acessos, sem esquecer que muitos dos logradouros virtuais ainda são constituídos de terrenos baldios e de pontos de venda. Não há, portanto, prescrição ou fórmula para dar certo. A complexidade de circulação nos ambientes virtuais e físicos está impregnada de violência, mas é o mundo que temos para viver e precisamos nos aventurar para transformá-lo. Se há alguém que não tem direito à descrença é um pai, uma mãe…

Educadores do CCB serão certificados em sessão solene na Assembleia Legislativa

DSC07473Após um semestre inteiro de atividades, capacitações, aulas teóricas e momentos práticos com as Caravanas do Brincar e da Leitura, 200 educadores sociais brinquedistas, de 50 municípios cearenses, receberão seus certificados de 120 h/a referentes aos encontros de fevereiro a julho de 2013. Essa turma é a 5ª já formada pelo Programa O Ceará Cresce Brincando, que no total, já contribuiu com a formação de mais de 350 educadores.

A Formação dos Educadores Sociais Brinquedistas ofereceu aulas teóricas sobre a pedagogia do brincar, técnicas de contação de história, construção de mapeamentos e calendários do brincar, ludicidade e literatura, e expressão corporal através da musicalização e do teatro de bonecos; enquanto as Caravanas do Brincar deram a oportunidade dos educadores trabalharem na prática tudo que foi discutido durante as capacitações. As caravanas também contemplaram todos os municípios que integram hoje o Programa e aconteceram de forma regionalizada (Barbalha, Guaraciaba do Norte e Horizonte), contando com a participação de mais de 600 crianças da rede pública municipal.

A sessão solene, com requisição feita pela Deputada Bethrose, da Comissão da Infância e Adolescência, contará com a presença dos representantes das instituições realizadores do Programa O Ceará Cresce Brincando, APDMCE e UNICEF, além do apoiador COELCE. Na pauta está a discussão sobre o respeito às diferenças e a inclusão de pessoas com deficiência através do brincar. O motivo da escolha do tema se dá também pela com o Vila Sésamo e Sesame Workshop, através do Projeto Incluir Brincando, que mostra como o brincar pode ser um caminho para a inclusão social de crianças e adolescentes.AVA_8339

Antes da certificação, educadores, secretários de assistência e educação e primeiras-damas estarão reunidos pela manhã, no auditório João Frederico Ferreira Gomes, da Universidade do Parlamento Cearense, avaliando todas as atividades desenvolvidas até o momento pelo CCB e discutindo a importância do município apoiar efetivamente as ações do Programa e o trabalho dos seus educadores.

O CCB não para

2013-04-10 11.50.04A estrutura de capacitações pensada para este primeiro semestre de 2013 tem movimentado bastante os municípios e a rotina dos educadores sociais do Programa O Ceará Cresce Brincando.

Semana passada aconteceu a II etapa da Formação para os municípios do Cariri, Sertão Central, Centro Sul e Inhamuns. Os educadores sociais deram um show na apresentação dos mapeamentos e calendários do brincar construídos de acordo com a metodologia do Programa, repassada na primeira etapa.

Os mapeamentos apresentam quais os melhores espaços no município para se trabalhar o brincar. Às vezes, além das escolas, praças e quadras, existe um local que até agora passou despercebido, mas que tem toda a estrutura para receber uma atividade do brincar. É durante a construção do mapeamento que os educadores irão descobrir isso. Da mesma forma ocorre com os parceiros. Aqueles mestres de cultura, artesãos, bordadeiras, artistas circenses, educadores físicos podem ser importantes colaboradores no processo de implantação da cultura do brincar. Já o calendário é o material que vai identificar as datas festivas para o município e as celebrações cívicas e culturais que podem ser palco das atividades pensadas pelos educadores.DSC07451

Esta semana, é a vez dos municípios da região Metropolitana, Maciço de Baturité e Vale do Jaguaribe darem início à sua Formação. Cerca de 80 educadores sociais estão reunidos agora em Fortaleza para conhecerem a metodologia do CCB, principalmente as sequências lúdico-didáticas.

E pra finalizar as atividades deste mês, municípios da região Norte, Litoral Oeste e Serra da Ibiapaba retornam para a segunda etapa que vai acontecer nos dias 23, 24 e 25 de abril. Até lá!

Por um brincar livre e criativo

2013-03-13 20.14.53Resgate das brincadeiras dos nossos avós, inclusão de crianças com deficiência nas atividades, a não didatização das sequências didáticas, a contação de história e a forma lírica de encantar pela música. Quanta coisa boa foi discutida nesses dois dias intensos da I etapa da Formação dos Educadores Sociais do Programa O Ceará Cresce Brincando.

As atividades aconteceram entre os dias 12 e 13/03, na Porciúncula, em Fortaleza, local que já acolhe os eventos do CCB há algum tempo.  Dessa vez, o encontro foi destinado aos municípios da Região Norte, Serra da Ibiapaba e Litoral Oeste. Estiveram presentes os municípios de Assaré, Barbalha, Carnaubal, Croatá, Cruz, Frecheirinha, Guaraciaba do Norte, Hidrolândia, Miraíma, Sobral, Tejuçuoca, Tianguá e Uruburetama.

Dentre as discussões mais ricas que surgiram durante a formação foi a necessidade dos educadores sociais não didatizarem demais as sequências didáticas. Como o próprio nome diz, as sequências, que fazem parte da metodologia do CCB, representam o planejamento das atividades, levando em consideração o tema, o perfil do público atendido, o tempo de cada atividade e quais as etapas que devem ser contempladas.

2013-03-13 10.51.58Para tudo existe uma intenção. As sequências didáticas não fogem à regra. Quando se pensa em uma atividade é fundamental saber para que estamos desenvolvendo-a. Vamos trabalhar a lateralidade, a coordenação motora, a ampliação do vocabulário, ou os laços afetivos entre crianças, família e comunidade? Planejar a atividade não significa limitá-la. Pelo contrário, a liberdade de expressão, de escolha, a flexibilidade, o improviso e a criatividades são fatores importantíssimos para quem leva o brincar a serio. Cabe ao educador social a sensibilidade de equilibrar todos esses ingredientes e transformar a brincadeira em algo mágico e divertido.

Educadores Sociais dos municípios do Centro Sul participam de I etapa de Formação

Entre os dias 5 e 7 de março, 60 educadores sociais dos municípios do Cariri, Sertão Central, Centro Sul e Inhamuns se reuniram em Fortaleza para a I etapa da Formação do Programa O Ceará Cresce Brincando.

Entre os dias 12 e 14, será a vez dos municípios da Região Norte, Serra da Ibiapaba e Litoral Oeste. Dias 16 e 17 de abril acontece a I etapa para os municípios da Região Metropolitana, Maciço de Baturité, Litoral Leste e Vale do Jaguaribe.

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Durante a primeira etapa, os educadores estão conhecendo a metodologia do CCB, o perfil do educador social, como construir o mapeamento e calendário do brincar e como colocar em prática as ideias defendidas pelo Projeto Incluir Brincando, que discute a inclusão social de crianças com deficiência.

Para a Formação deste ano, alguns professores são os próprios educadores sociais das turmas anteriores do CCB. Joerbson Gonçalves, de Croatá, trouxe para a nova turma a sua experiência na construção dos mapeamentos e calendários do brincar. Já os educadores de Sobral, Taffa, Alaíde e Adriana, deram um show na oficina de Sequência Didática. Nada como contar com eles, que tem experiência no assunto e vivem na prática a cultura do brincar.

Os municípios que ainda não se inscreveram no programa, podem entrar em contato com a APDMCE, solicitar o material do CCB e devolver as fichas de inscrição respondidas, via email ou fax. Lembrando que cada município pode inscrever até quatro educadores, de acordo com a disponibilidade de vagas.

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Foi dada a largada para a nova etapa do Programa O Ceará Cresce Brincando

ApresentaçãoA partir de hoje, dia 05/03, o CCB dá início, oficialmente, às suas atividades do primeiro semestre de 2013. Um novo formato de capacitação, mais compacta, prática e rápida foi planejado; novos municípios estão integrando a rede CCB pela promoção da cultura do brincar, do lazer e da prática do esporte educacional; e para concluir, ao final do semestre vamos promover Caravanas do Brincar e da Leitura nas regiões do Estado do Ceará, contemplando todos os municípios participantes.

Cerca de 60 educadores sociais brinquedistas, selecionados pelos municípios, estarão reunidos em Fortaleza para a primeira etapa da Formação, que engloba apenas os municípios da região do Cariri, Sertão Central e Inhamuns. Na próxima semana, nos dias 12 e 13 de março, será a vez dos municípios da Região Norte, Serra da Ibiapaba e Litoral Oeste. Já nos dias 16 e 17 de abril, os municípios da Região Metropolitana, Maciço de Baturité, Litoral Leste e Vale do Jaguaribe vêm até Fortaleza para sua primeira etapa de Formação.

O conteúdo desta primeira etapa abordará, principalmente, a metodologia do Programa, baseada nas Sequências Didáticas, Mapeamentos e Calendário do Brincar. Além disso, os educadores poderão discutir a importância do seu papel para o seu sucesso do CCB e como poderão trabalhar a inclusão social de crianças e adolescentes nas atividades do programa.

A temática da inclusão começou a ser discutida a partir de uma capacitação ocorrida no final de 2012, promovida pelo Projeto Incluir Brincando, em parceria com a Vila Sésamo, Unicef e Sesameworkshop.

O Programa O Ceará Cresce Brincando é realizado em parceria pela APDMCE e UNICEF; e conta com o apoio da COELCE.

Dica de sequência didática!

Semana passada as educadoras sociais de Acopiara, município integrante da quarta turma do Programa O Ceará Cresce Brincando (CCB), nos enviaram a sequência didática realizada no mês de fevereiro. O tema “É tempo de fazer amizades” levantou a importância dos amigos em nossa vida.

A sequência foi planejada de acordo com a programação do calendário do brincar, idealizado durante a Formação dos Educadores Sociais, em Fortaleza. A ideia e a estrutura da sequência ficaram tão organizadas que resolvemos dividir com vocês o material elaborado por elas.

Confiram aqui!

PROJETO O CEARÁ CRESCE BRINCANDO

Sequência lúdico-didática de Acopiara

Brincadeira Corrente da Amizade com crianças e adolescentes de Acopiara.

 Tema: “É Tempo de fazer Amizades”

Objetivo: O objetivo do tema é comemorar o Mês da Amizade, a importância de ter um amigo, o amor, o carinho, a compreensão e a alegria de poder compartilhar bons momentos ao lado de um amiguinho. As brincadeiras a serem desenvolvidas irão trabalhar a coordenação motora e psicossocial, e as relações sócio afetivas.

Participantes: Até 50 participantes de 07 a 14 anos; 04 educadores (02 parceiros).

Espaço: Amplo, plano, partes cobertas e ao ar livre.

Tempo Escolar: Fevereiro (28/02/12).

Habilidades/competências do educador: Respeito e dedicação para realização das atividades. Organização e desenvoltura com toda a programação, além de responsabilidade e compromisso.

Parceiros: Secretaria de Desenvolvimento Social, Núcleo de Artes, Programa PETI, professores colaboradores e funcionários.

Material necessário: Canetinha, bila, lápis de cera e de cor, cola branca, bambolês e (acessórios com som e música).

1. Introdução/Acolhida: Numa pequena roda de conversa será realizado um breve histórico sobre a amizade e apresentação do tema com a música “Dança da Amizade”. Em seguida será contada a historia “O mosteiro de São Bento” e para finalizar a acolhida com a música, “Super Fantástico”.

1.1    “Essa é a dança, é a dança da amizade, é a alegria para lá e para cá, – HEY (BIS)

Laia, laia, laia – HEY (BIS) 03 vezes.

 1.2   “São Bento tinha um mosteiro

No mosteiro tinha um pátio

No pátio tinha uma árvore

E nessa árvore muitos galhos

Nos galhos tinha um ninho

E no ninho tinha um ovo

E no ovo tinha pássaro

“Que bicou o seu nariz.”

 

Atividades em equipe. Acopiara/CE.

2. Executando

2.1 Descobrindo Letras e Formas: Organizadas em filas de cinco ou mais pessoas, (a brincadeira se desenvolve como uma mímica), cada pessoa desenha uma letra ou uma forma nas costas do colega, no final da fila há um resultado de acordo com o que cada pessoa entendeu.

Variações – Podem-se desenhar invisivelmente no chão, símbolos, letras, formas geométricas com o próprio corpo, pernas e pés, dificultando a brincadeira. Colocam-se também símbolos diferentes para intensificar as variações.

2.2 O monstrinho da Amizade: Esse é um momento de pura arte e imaginação, onde todas as crianças receberão material para a produção do Monstrinho. Com ajuda dos educadores as crianças serão orientadas para a criação da arte com recortes e pinturas. O objetivo é que no final da produção o Monstrinho possa se locomover aos pulinhos garantindo assim a alegria da criançada.

2.3 Corrente da Amizade: Organizando as crianças em círculo e de mãos dadas, com o auxílio de bambolês (Corrente da amizade), eles vão passando o bambolê por entre o corpo até chegar ao colega ao lado sem soltar as mãos.

Variações – De acordo com a introdução de mais bambolês, irá se intensificar o grau da brincadeira. Pode-se aumentar até quatro ou cinco bambolês, dependendo do numero de crianças.

 

Relação de amizade e carinho com as crianças

3. Avaliação

Avaliação poderá ser realizada verbalmente onde cada criança pode aproveitar e dar sugestões do que gostaria de conhecer e aprender, mostrando assim suas próprias vivências já adquiridas no seu dia a dia. Observando a percepção e atenção dos mesmos em relação a toda temática utilizada durante a execução da sequência.